Afetividade na infância



A afetividade desde as primeiras etapas da infância tem repercussões significativas na aprendizagem. Tanto a falta de afeto, quanto o exagero, não trazem benefícios a longo e curto prazo. Isso ocorre pois a dimensão afetiva é essencial no desenvolvimento psicológico, ela propicia a formação da identidade e maturação psicológica da criança.

O afeto, entendido como acolhimento, ocorre inicialmente a partir do contato com um cuidador principal, que adota a “função materna”., e vai se estendendo aos demais cuidadores. Através dessas interações que são estabelecidas as primeiras vivências afetivas, elas servem como referência para a formação da subjetividade parta relacionamentos futuros, influenciando a forma de se pensar e de se agir em relação a si e aos outros.

O afeto que recebe dos cuidadores, serve de parâmetro para o que virá a receber e a dar ao mundo. Quando a criança não recebe carinho adequadamente, ou seja, em quantidade e qualidade adequada, a criança já demonstra uma alteração do comportamento nas esferas sociais e emocionais. Pode apresentar-se com pouco controle emocional, pode estabelecer relações conflituosas, insegurança, baixo autoestima e autoconceito negativo. Todas esses déficits, podem acarretar em problemas na escolarização e na aprendizagem.

O excesso de afeto, quando expresso em proteção excessiva à frustração, manifestado em sempre fazer as vontades, dar extrema atenção a situações de birra, e de comportamento opositivo, podem gerar uma baixa resistência a frustração, e diminuição da resiliência, que é a capacidade de superar obstáculos. Esses elementos, também podem dificultar as relações sociais e emocionais da criança, resultando em problemas de aprendizagem, podendo vir acompanhadas ou não de transtorno opositor desafiador.


Desta forma, torna-se indispensável para um bom aproveitamento acadêmico, que a criança tenha uma dose adequada de afeto desde as primeiras etapas do desenvolvimento, traduzido como acolhimento, carinho e atenção. Sem faltas nem excessos.


Por Carla dias
Psicopedagoga

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