Adolescentes e delinquência - a importância do apoio familiar
O jovem, passa pelo desenvolvimento do corpo e maturação sexual da puberdade, essas transformações contribuem para a formação do adolescente e intensificam a sua busca por identidade.
Quando estudados sob um aspecto crítico, obtêm-se um conceito diferente do padronizado em relação ao jovem adolescente. Sob essa perspectiva torna-se possível perceber que os adolescentes possuem muitas multiplicidades e subjetividades, rompe-se assim, as barreiras impostas pela padronização social que homogeniza todos jovens.Existem diferenças dos jovens, os quais variam no modo de pensar e de vivenciar seu desenvolvimento, o jovem recria sua forma de agir através da interação com os avanços tecnológicos, com a mídia, com grupos contendo outros jovens, e as experiências que trocam entre si. Através da visão crítica sobre a juventude, observa-se que é preciso construir um novo conceito de adolescente sem generalizar, criminalizar nem naturalizar a adolescência.
Através da aquisição do pensamento lógico, o adolescente torna-se capaz de reconhecer que verdades são diferentes de seus desejos individuais, desta forma, os desejos dos adolescentes se chocam contra a realidade externa da qual ele faz parte. Isso obriga-o a procurar esconder-se no pensamento mágico em busca de soluções para o que é real. Como consequência disso, o jovem passa a ter atitudes polêmicas, entrando em conflito com seus pais , por pensarem diferente deles; já além disso, é contrário a qualquer instituição que prive-o da liberdade, como a escola e a religião, que exercita só o pensamento lógico, e não tem controle sobre o que pensa, pois não possui maturidade suficiente.
O primeiro grupo social, fora da família, é o grupo de amigos ao qual se identifica e que tende a condicionar a atitude desde jovem em relação a todos os grupos sociais de modo geral, e para satisfazer a si próprio e ao que lhe é imposto, acaba confundindo a sua realidade com a fantasia e acabam traçando o caminho da delinquência , sem se importar com as consequências.
São marginalizados, discriminados e rotulados pela sociedade. Neste momento, é importante uma estrutura familiar que tenha paciência e tolerância para poder despertar nesses jovens a consciência de que as fantasias não fazem mais parte de sua vida e que para tudo, há uma causa e efeito. Se os jovens forem acompanhados por um adulto que facilitará ao despertar de um pensamento crítico e reflexivo, poderão desenvolver o seu pensamento lógico, e serão capazes de discernir sobre o que é certo ou errado, e com isso a capacidade de desenvolver -se com naturalidade, fugindo das ciladas da vida e aproveitando tudo de bom que o florescer da juventude pode lhes oferecer , alcançando com isso, o objetivo principal da vida que é o encontro com a maturidade.
Por Carla de Oliveira
Referências Bibliográficas
1. CAMPOS, Dinah Martins de Souza. Psicologia da adolescência: normalidade e psicopatologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1986.
2. COIMBRA, C.C.; BOCCO, F.; NASCIMENTO, M.L. Subvertendo o conceito de adolescência. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v.57,n.1,p.2-11,2005.

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