O sofrimento psíquico hoje - Compulsão por compras - Introdução 6.1


Atualmente somos constantemente bombardeados pela necessidade de consumir cada vez mais.

O consumo, antes de itens necessários estava mais ligado à satisfação de necessidades primárias, então se compra para saciar a fome, a sede, para pagar o aluguel enfim, o consumo estava voltado, majoritalmente para a satisfação de necessidades básicas e de segurança.

A dinâmica capitalista, no entanto, não se satisfaz com essa dinâmica, é importante que busquemos no consumo a satisfação de todas as necessidades, as sociais, a auto-estima e a auto-realização. 




A partir de então o dinheiro passou a ser mais importante do que qualquer coisa, pois com ele se compraria: amigos, satisfazendo as necessidades sociais, auto- estima, proveniente da possibilidade de mostrar ter dinheiro, e auto-realização que seria traduzido como "estar bem de vida", ou seja, ter dinheiro para comprar tudo o que deseja. 

No entanto é evidente que nem tudo se resolve com dinheiro, apesar de a todo momento sermos bombardeados com mensagens que nos dizem o contrário. Existem vazios que as compras não podem preencher. As necessidades apostadas acima, não são conquistadas com a compra de algo. Por que?

Porque o amigo comprado não tem a empatia e o sentimento de amizade que realmente satisfaça a necessidade de ser amado. 

Porque a auto estima é mais um sentimento interno do que externo, quem não trabalha sua auto-estima de dentro para fora, não conseguirá estimular a mesma de fora para dentro. Não é difícil achar pessoas super bonitas que se acham feias, embora todos ao redor elogiem sua beleza. O que você percebe sobre si é fundamental para a auto-estima.  

Porque ter dinheiro, não significa ter prazer ou orgulho do que se faz. Uma pessoa pode ganhar muito dinheiro com algo que considera desprezível, ou com um emprego que não a satisfaz.

Apesar de tudo isso, é muito mais fácil acreditar que o dinheiro comprará tudo, porque é menos trabalhoso ganhar dinheiro do que ter coragem de modificar a vida e ser feliz de acordo com seus próprios termos.


Mas será que acreditamos nisso sozinhos? Será que tais idéias são naturais? Se não são, a quem interessa que pensemos assim?

Veremos isso no próximo post. 



( Por : Carla de Oliveira)

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